"...três!", gritou a R. com todas as forças.
O coração do Cherriupiupiu disparou tão veloz, que ele teve medo que lhe saltasse do peito e começasse a voar antes dele. Fechou os olhos, começou a bater as asas o mais rápido que conseguiu e saltou.Sentiu que o Amigo Vento o ajudava. Primeiro forte, como nos dias de Outono em que despojava a Árvore das suas folhas amarelecidas, “Vuuuuuuuuuuu... vuuuuuuuuuuu... vuuuuuuuuuuu ”, depois suave, “Vuuu... vuuu...”, como a brisa de Verão, que embalava os seus sonhos.
Abriu os olhos.
Viu a R. a saltar lá em baixo no jardim. Viu a Árvore, os prédios, as ruas, os carros e as pessoas.
Sentiu a quietude e voou, voou, voou...
FIM
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