quarta-feira, 10 de março de 2010

Tal como prometido, política para o P.!

Não gosto de discutir política. Geralmente opto por seguir a velha máxima do meu pai, "Futebol, religião e política não se discutem!", e mantenho-me à margem dos debates.

Fui educada de acordo com uma teoria política, que advogo e pratico, ou pelo menos tento. Assim sendo, a minha cor partidária mantém-se inalterada desde o primeiro sufrágio em que tive voz activa. Voto no ideal, na expectativa que os eleitos o exerçam...

O meu colega de trabalho P. descobriu este meu "calcanhar de Aquiles", e, de tempos a tempos, gosta de fazer uso desta informação para promover pequenos frente a frente que acabam inevitavelmente da mesma forma: eu com a minha opinião e ele com a dele!

Pois bem P., admito que nos últimos tempos tem sido difícil manter-me fiel às minhas convicções.
Cada vez é mais complicado vislumbrar os ideais políticos em que votamos por detrás da névoa de escândalos, aproveitamentos e compadrios, comuns a todos os quadrantes políticos.
Cada vez é mais arriscado advogar um estado protector, quando ouvimos como ontem, numa reportagem da SIC, uma ex-trabalhadora da Delphi, jovem, muito jovem, afirmar que não tinha intenção de aumentar nem a sua escolaridade, nem as suas habilitações, e pedir a "ajuda do rendimento mínimo".
Cada vez é mais difícil acreditar numa nova geração com capacidade para intervir de forma refrescante no panorama político nacional, quando uma deputada estreante, recentemente eleita pelo círculo de Lisboa, requer ao Parlamento o pagamento de uma viagem semanal a Paris (em classe executiva claro) e ajudas de custo relativas à deslocação entre a sua casa e o aeroporto.

Ainda não me sinto vencida. Não penso que a abstenção ou o voto em branco sejam solução. Ainda tenho algum tempo até às próximas eleições para me decidir...

1 comentário:

  1. Esse teu colega P. deve ser muito sensato.
    Pelo que consegui perceber ele tem uma opinião semelhante à minha.

    Uma cor partidária única não será o mais sensato nos tempos que correm. Penso que nenhuma ideologia quer o pior para o país e que, provavelmente, qualquer uma delas no seu período propício terá contributos essenciais para o futuro.

    O problema é a seriedade dos militantes dos partidos e os mecanismos que correm por trás deles. Neste aspecto estamos mal servidos em todos os partidos e acho que a melhor maneira que o povo tem de gerir isto é fazer rodar o poiso...

    Tenho a certeza que um bom líder com os valores correctos seja de que partido for fará um excelente serviço para todos. Ao fim e ao cabo todas as ideologias pretendem o melhor para o país e para o povo (o problema está nas pessoas que praticam essas ideologias). Acho que isto vale para quase tudo o que implica a tomada de decisões, o bem estar de um povo e a liberdade do mesmo, mesmo para a religião... (mas isto já é outra discussão).

    Claro que sem uma atitude séria das pessoas perante a vida em comunidade e mesmo de crescimento pessoal, qualquer decisão mesmo que no sentido correcto não irá funcionar.

    Por isto tudo falar de política e de assuntos que decidem o rumo das nossas vidas é importante. Pensar e discutir estes assuntos é importante assim como é importante manter uma mente aberta.

    Desta forma vou continuar apartidário, com os valores que penso serem os correctos, tentar votar nos políticos mais sérios (se não correr bem altera-se o voto as vezes necessárias), discutir os assuntos para descobrir a melhor solução e viver a vida cada dia para aproveitar o melhor dela.

    O teu amigo P. é muito esperto e inteligente, quando tiveres com ele dá-lhe os meu cumprimentos.

    Beijinhos e abraços para o pessoal de tua casa dependendo do sexo de cada um como manda a lei da natureza. :)

    P.S.: Espero que tenhas conseguido ler tudo até ao fim. Depois não digas que ninguém comenta o teu blog. Ainda me vais pedir para não comentar. :)

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