Não gosto de discutir política. Geralmente opto por seguir a velha máxima do meu pai, "Futebol, religião e política não se discutem!", e mantenho-me à margem dos debates.
Fui educada de acordo com uma teoria política, que advogo e pratico, ou pelo menos tento. Assim sendo, a minha cor partidária mantém-se inalterada desde o primeiro sufrágio em que tive voz activa. Voto no ideal, na expectativa que os eleitos o exerçam...
O meu colega de trabalho P. descobriu este meu "calcanhar de Aquiles", e, de tempos a tempos, gosta de fazer uso desta informação para promover pequenos frente a frente que acabam inevitavelmente da mesma forma: eu com a minha opinião e ele com a dele!
Pois bem P., admito que nos últimos tempos tem sido difícil manter-me fiel às minhas convicções.
Cada vez é mais complicado vislumbrar os ideais políticos em que votamos por detrás da névoa de escândalos, aproveitamentos e compadrios, comuns a todos os quadrantes políticos.
Cada vez é mais arriscado advogar um estado protector, quando ouvimos como ontem, numa reportagem da SIC, uma ex-trabalhadora da Delphi, jovem, muito jovem, afirmar que não tinha intenção de aumentar nem a sua escolaridade, nem as suas habilitações, e pedir a "ajuda do rendimento mínimo".
Cada vez é mais difícil acreditar numa nova geração com capacidade para intervir de forma refrescante no panorama político nacional, quando uma deputada estreante, recentemente eleita pelo círculo de Lisboa, requer ao Parlamento o pagamento de uma viagem semanal a Paris (em classe executiva claro) e ajudas de custo relativas à deslocação entre a sua casa e o aeroporto.
Ainda não me sinto vencida. Não penso que a abstenção ou o voto em branco sejam solução. Ainda tenho algum tempo até às próximas eleições para me decidir...
Esse teu colega P. deve ser muito sensato.
ResponderEliminarPelo que consegui perceber ele tem uma opinião semelhante à minha.
Uma cor partidária única não será o mais sensato nos tempos que correm. Penso que nenhuma ideologia quer o pior para o país e que, provavelmente, qualquer uma delas no seu período propício terá contributos essenciais para o futuro.
O problema é a seriedade dos militantes dos partidos e os mecanismos que correm por trás deles. Neste aspecto estamos mal servidos em todos os partidos e acho que a melhor maneira que o povo tem de gerir isto é fazer rodar o poiso...
Tenho a certeza que um bom líder com os valores correctos seja de que partido for fará um excelente serviço para todos. Ao fim e ao cabo todas as ideologias pretendem o melhor para o país e para o povo (o problema está nas pessoas que praticam essas ideologias). Acho que isto vale para quase tudo o que implica a tomada de decisões, o bem estar de um povo e a liberdade do mesmo, mesmo para a religião... (mas isto já é outra discussão).
Claro que sem uma atitude séria das pessoas perante a vida em comunidade e mesmo de crescimento pessoal, qualquer decisão mesmo que no sentido correcto não irá funcionar.
Por isto tudo falar de política e de assuntos que decidem o rumo das nossas vidas é importante. Pensar e discutir estes assuntos é importante assim como é importante manter uma mente aberta.
Desta forma vou continuar apartidário, com os valores que penso serem os correctos, tentar votar nos políticos mais sérios (se não correr bem altera-se o voto as vezes necessárias), discutir os assuntos para descobrir a melhor solução e viver a vida cada dia para aproveitar o melhor dela.
O teu amigo P. é muito esperto e inteligente, quando tiveres com ele dá-lhe os meu cumprimentos.
Beijinhos e abraços para o pessoal de tua casa dependendo do sexo de cada um como manda a lei da natureza. :)
P.S.: Espero que tenhas conseguido ler tudo até ao fim. Depois não digas que ninguém comenta o teu blog. Ainda me vais pedir para não comentar. :)