Domingo a R pediu tranças e eu lembrei-me de ti, lembro sempre que as pedem, sentada nas escadas, virada para a canelha, cabelo lavado estendido pelas costas e o pente de osso a passar numa contagem que só tu entendias, traçavas um risco que unia a testa à nuca e dividia o cabelo em duas metades perfeitas, uma trança para cada metade, no fim o carrapito ligeiramente abaixo do cocuruto e o lenço a cobrir a cabeça, tudo sem espelho e ainda assim primoroso.
Parabéns tia!
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