domingo, 28 de fevereiro de 2016

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Ao fim de treze anos, o primeiro problema com a casa: humidade nos arrumos, forçou a limpeza há muito adiada. Sete anos da nossa vida académica, centenas de horas de pacientes gravações em cassete, e uma mescla de bibelôs inenarráveis encheram meio contentor de resíduos. Não sei em que ponto nos convencemos da sua utilidade futura. Talvez a descendência enveredasse pela engenharia. Talvez a internet não vingasse. Talvez alguma tia distante fizesse uso da quinquilharia. Salvamos uma caderneta de cromos do mundial com trinta anos e os livros de desenho técnico, um quase novo, o outro gasto do uso. Não vou agora dizer qual de nós repetiu. Fizemos o teste da cassete e do walkman às filhas: nenhuma passou, é que sequer a tiraram da caixa, à cassete.

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