sexta-feira, 24 de julho de 2015

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Levantas-te com os costumeiros maus fígados, arrastas-te ao ritmo das imprecações até ao trabalho e alimentas a neura ao longo das horas, ao final da manhã ligas a um cliente que te atende com a habitual boa disposição, até estranhas a ausência de barulho da fábrica, mas só quando ouves um palrar é que te apercebes que podes estar a interromper-lhe as férias, desculpas-te e ouves explicar que não há problema, está só a tomar conta da filha que tem paralisia cerebral. Nunca, em todos estes anos, viste aquele homem de mal com a vida, se isto não fizer de ti uma pessoa melhor, não sei o que fará.

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