Quando fui hoje levantar dinheiro encontrei um talão esquecido no MB, regra geral amachuco e deito fora, desta deu-me para olhar, menos quinhentos e picos euros de saldo, é esta a realidade do país.
Dificuldades brutais de tesouraria para as famílias e para as empresas, não há dinheiro e ninguém empresta, milhares de euros, nossos euros, injectados na banca para quê?
Dificuldades brutais em conseguir trabalho para as famílias e para as empresas, porque tudo o que não esteja ligado à exportação pura e simplesmente congelou neste país.
Milhares de pessoas que se levantam, como o F, todos os dias, para trabalhar longe da família, sabendo que metade do fruto do seu trabalho já não lhes pertence.
Milhares de pessoas que se levantam, como eu, todos os dias, para trabalhar com salários em atraso e na incerteza de algum dia os vir a regularizar.
Milhares de pessoas que já não se levantam todos os dias, porque, ainda que o queiram, não têm onde trabalhar.
Milhares de pessoas a quem já não apetece levantar todos os dias, porque sequer sabem onde e quando vão conseguir comer.
É esta a realidade do país.
E depois temos a canalha a brincar às birras. Fedelhos tão alheados da realidade, a nossa realidade, a de quem todos os dias se levanta com menos vontade ou de quem não se levanta porque já não a tem, que por um capricho põem ainda mais em xeque a sobrevivência do país.
Corja!
Faço minhas as palavras de Pedro Santos Guerreiro:
Quanto custou (e ainda irá custar) Paulo Portas (e Pedro Passos Coelho) ao país?
quarta-feira, 3 de julho de 2013
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