quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Nem sei que vos diga, sobre as praias da Croácia

Se calhar resume-se ao seguinte ---
.
O que nós pensávamos que íamos encontrar:
.
.
.
O que mais se encontrava:
.
.
.
O tempo não ajudou, é certo (apesar do calor mortificante, foram mais as nuvens do que o sol), mas eu diria que a maioria da costa da Dalmácia reúne o pior do nosso Algarve:
resmas de gente e,
um péssimo urbanismo, com casas/apartamentos/pensões/hotéis, construídos mesmo em cima da água/praias (quase privativas dos hóspedes), com centenas de parques de estacionamento privativo (que eu duvido que fossem legais) e outros tantos a preço de ouro, algumas praias mesmo em cima do asfalto, outras de "terra" a cobrir os calhaus e outras semi-abandonadas junto a cais de pesca (e com riscos de alguém contrair um tétano ao magoar-se num ferro) .
.
Pelo menos a água era garantidamente quente e translúcida. Irresistível. Entre os calhaus e a chusma que se encontrava em terra, adivinhem onde se estava melhor?
.
.
Material imprescindível para o bem estar nas praias croatas: 
.
um par de sapatos de borracha para andar sobre as pedras, uma colchonete e uma boa sombra (de pinheiro de preferência, já que é grátis)
.
E o problema parece repetir-se (embora talvez em menor escala) nas ilhas. 
Escolhemos a ilha de Brac (leia-se "Brash"), que supostamente teria a praia mais bonita na Croácia. Claro que mal lá chegamos (depois de atravessar a ilha inteira, atrás de uma fila de carros que, tal como nós, tinham sido descarregados do ferry), achamos que a sua fama era exagerada:
.
.
"The best in Croatia" (dizem eles...)
.
Por fim, o esforço de busca do "nosso-pequeno-pedaço-de-paraíso" compensou-nos. Encontramos a nossa pequena enseada de águas azuis e transparentes, no meio de uma   encosta cheia de pinheiros (não imaginais o bem que sabe estar na praia com o cheiro a pinheiros), lá mais para sul, no extremo da Riviera de Markaska (uma faixa de costa, que por ser montanhosa, não permite a construção desavergonhada, que se vê no resto da Croácia):
.
.
.
.
E a despedida, já em Dubrovnik, porque tivemos a sorte de ficar num hotel encima da praia. Aí, nem a chuva nos afastou.
.
.
.
Perdoem-me a maçada, que a escrita já vai longa, mas é que realmente fiquei desapontada. Pelo menos uma coisa descobri:
se continuar a ter a sorte de poder viajar, e um dia voltar à Croácia, jogo 1º no Euromilhões, e depois vou de iate, 
assim posso escolher as enseadas mais bonitas --- aquelas a que ninguém consegue chegar a pé.
.
.
Fotos: minhas
Croácia, Setembro 2012

Sem comentários:

Enviar um comentário