Perguntaram-nos este ano na escola se autorizávamos a divulgação/utilização pública de imagens/gravações das filhas. A primeira reunião foi a da R, o pedido de autorização foi apresentado juntamente com os restantes documentos que tínhamos que preencher, coloquei uma cruz no não e segui para o do gabinete de enfermagem. Na reunião da L a professora leu uma informação da directora do colégio referente ao assunto, que versava sobre a vulgarização da utilização das redes sociais e os contextos actuais de comunicação. Por essa altura já tinha colocado a cruz no não, e deu-me para olhar para o dos restantes pais.
Temo pertencer a uma minoria.
Eu sou utilizadora de redes sociais, claro, mantenho o blog há dois anos e mais recentemente rendi-me ao FB. Não encontram, nem num, nem noutro, imagens da família, são nossas, privadas, partilhamos-as com os que nos são queridos. Perdoem, mas é mesmo assim, não se repartem tesouros com quem não é especial, e não podemos ter por especial quem não conhecemos.
Bem sei, divulgo amiúde neste blog episódios da nossa vida. Também nossa, também privada. Tesouro ainda maior. Socorro-me aqui da capa do anonimato, quem nos conhece iria sempre ouvi-los, quem não nos conhece ri-se (ou chora) e segue para o post seguinte, passado nem cinco minutos já os esqueceu, a mente não tem a quem os associar. A bem da verdade, o que partilho não nos distingue de milhões de famílias perfeitamente imperfeitas por esse mundo fora e arredores, é o que não partilho que nos torna únicos.
E sim, elas hão de ter FB e hão de partilhar muitas fotos, e sim, no que eu puder influenciar, só com os amigos mais chegados, mas serão elas, será a sua escolha.
Não julgo quem divulga, é uma escolha pessoal como outra qualquer. Esta é só a minha opinião, retrograda, talvez, mas minha
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