
Vejo-a em dias de Sol, na nesga de rotunda que dá acesso ao apeadeiro, abrigada pela sombra do lampião. Espreito. Encontro sardinha quase sempre, um ou outro chicharro, e, esporadicamente, pescada. Lembra-me as idas à Praça de Lisboa pela mão da minha mãe. A chamada. “O que vai ser hoje, minha jóia?”. O atestado de frescura. “Ó amor, pela minha rica saúde!”. O regatear do preço. “Não posso, querida...”.
Tenho saudades de ir ao mercado.
Sem comentários:
Enviar um comentário