sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Quietos...

Quietos aceitamos o aumento dos impostos.
Quietos aceitamos o corte de regalias.
Quietos aceitamos a aniquilação da possibilidade de progredir na vida com recurso ao nosso trabalho e esforço individual.
Quietos aceitamos o comprometimento do futuro dos nossos filhos.
Quietos aceitamos a reeleição dos mesmos, daqueles que lá estão há demasiado tempo, dos que se revezam no jogo das cadeiras, e se sustentam, a eles e a uma esfera alargada de amigos, em jogos de compadrios sujos, indiferentes à cor partidária.

Quietos.

"O descontentamento verdadeiro, a indignação perigosa - para já não falar de revoluções e motins - não vem dos pobres cada vez mais pobres, porque esses estão ocupados a sobreviver e a arranjar pão, não têm tempo para fazer revoluções." (António Barreto, DE)

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