Não querendo parecer as velhotas que tantos olhares nos lançaram na juventude.
Não esquecendo que pertenço à geração que usou e abusou das palas de cabelo tipo rampa de lançamento de foguetões da NASA, das calças arregaçadas para lá do limite da razoabilidade de qualquer dia de rega no campo, e das camisas de flanela com padrões desmedidos que fariam corar de inveja qualquer pescador tarimbado.
Não querendo relembrar os chumaços, as saias de balão, e outros quejandos, que, felizmente, apenas perduram nos álbuns fotográficos esquecidos em casa dos pais.
Não posso deixar de pasmar perante dois dos milagres do street wear actual:
- O teor de pelo das pantufas que todas as raparigas insistem em usar fora de casa, que chega a um exagero tal, que duvido que nem o pé mais enxuto se livra de dispensar umas gotitas de suor ao fim de um dia de utilização.
- A cintura das calças na linha média das nádegas, segura numa perfeição tal, sem recurso a cinto de segurança, que não se move nem 1mm qualquer que seja o movimento executado.
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