sábado, 6 de março de 2010

Não posso deixar de falar de...

...bullying.

Na escola, no local de trabalho, na internet. São no mínimo inquietantes as últimas notícias que deixam antever uma tendência crescente deste fenómeno.

Como mãe preocupa-me que as minhas filhas possam vir a ser vítimas deste tipo de violência atroz, preocupa-me, talvez mais, que possam vir a ser elas as cobardes abusadoras.
Como cidadã preocupa-me que estes sejam os adultos do futuro, criados no hábito do vil prazer pela agressão gratuita, pela humilhação intencional e recorrente dos mais frágeis.
Preocupa-me também os que, não tendo um papel activo neste fenómeno, calam e consentem a sua ocorrência.

O fenómeno não é recente, que o digam a "Isabel Piolhosa" da primária, e o Zé Manel e a Luísa do secundário. Oriundos de classes sociais menos privilegiadas, não tinham uma integração facilitada na comunidade escolar.
Era talvez diferente, não chegava a ser bullying, não havia qualquer tipo de violência física ou verbal, mas não seria igualmente debilitante o ostracismo a que eram votados?

Que mensagens estamos a transmitir aos nossos filhos? Em que ponto é que começamos a suprimir valores como o respeito pela dignidade humana, o respeito pelo próximo e pela igualdade de direito de cada um? Ainda estaremos a tempo de reverter este andamento?

Alguém sugeriu sanções para os pais dos abusadores. Concordo. Será suficiente? Claramente não.
Os valores base da vida em sociedade têm de ser construídos no seio de cada família, das ligações pessoais, das escolas, dos locais de trabalho, da comunidade. PRATICAR esses valores é fundamental.

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