...o Dia Internacional da Mulher, mas confesso que não me apetece!
Não estou com o melhor dos humores. Resultado de duas noites mal dormidas por conta das cólicas de R. e das dores aflitivas de um peito encaroçado. Não será, por isso, o momento mais indicado para embarcar em dissertações trabalhosas sobre as maravilhas da condição feminina.
Quando tinha cerca de 10 anos, o meu pai ofereceu-nos uma colecção de livros romanceados sobre a vida de figuras históricas. De fácil leitura, transformaram-se em companhia assídua nas poucas horas de ócio que as actividades curriculares e extra-curriculares me consentiam.
Um destes dias fui encontrar-los empoeirados nos arrumos. Folhas amarelecidas pelo tempo e gastas pelas leituras repetidas uma e outra vez. Lá estavam elas, Joana d'Arc, Florence Nightingale, Marie Curie, Helen Keller, uma minoria na vasta galeria das personagens retratadas, modelos de perseverança, força e coragem em épocas pouco favoráveis à condição de mulher.
Hoje vivemos uma época distinta, em que a paridade é palavra de ordem. Mas não será o simples facto de existir um "Dia Internacional da Mulher", sinónimo de que ainda é grande a discriminação?
"O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX. A data foi adoptada pelas Nações Unidas, em 1975, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.", in wikipédia.
Não sou feminista, mas...
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