"Mas porque é que eu me fui meter nisto outra vez?!"
Este pensamento foi recorrente, vezes e vezes sem conta, ao longo da minha segunda, e muito mais trabalhosa, gravidez.
Nem sequer tinha a desculpa da primeira, em que, na falta de um manual técnico, e na teimosia do silêncio das gerações mais experientes, fui catapultada para um carrossel hormonal, com um impacto surpreendente no nosso quotidiano.
Desta vez já sabia o que me esperava: os enjoos, as oscilações entre a histeria irracional e hipersensibilidade extrema, o parto, o pós-parto, a amamentação, as noites mal dormidas, o cansaço, o cérebro redimensionado para o tamanho de uma ervilha.
E a somar a tudo isto, o dia a dia familiar e o bem estar da nossa pequena L., filha única, neta única, bisneta única. Não excessivamente mimada, mas muito ciente do seu papel no seio desta família!
Hoje R. riu pela primeira vez, a primeira gargalhada, o primeiro riso dobrado.
Estava cansada, a tentar adormece-la, "A menina tem de nanar! A mamã precisa de trabalhar!", sobrolho carregado e coceguinhas no pescoço, e ela riu, uma primeira gargalhada desajeitada e a segunda estridente!
Foi por isto!
Estou de queixo caído!... Gostei muito do texto, parabéns! Prevejo um grande futuro como blogueira!
ResponderEliminarEstou ansiosa por ouvir a R. .... e por ler mais! Já estás no meu Google Reader ;)